A Curva de Oferta Agregada Ascendente a Longo Prazo

“O mal que fizeram não foi por maldade ou incompetência. Foi apenas porque não puderam fazer o bem. Mas os mortos que deixaram serão debitados às suas consciências porque agora sabem que podem matar, mas não podem (pelo menos até agora) ressuscitar”. Estas palavras em tom bíblico não foram pronunciadas por um bispo universal, mas por um parlamentar, ex-ministro, ex-embaixador, e ex-professor de economia, o doutor e deputado Antonio Delfim Netto. Tampouco ele se refere a fatos passados, aos tempos da escuridão política que ele vivenciou. Este comentário foi feito2 a propósito da atualidade brasileira, das conseqüências das decisões e do desempenho dos dois ministros da área econômica, responsabilizando-os pela deterioração das contas do governo federal em 1995 e, por conta disso, pelo comprometimento das perspectivas da economia para 1996. Segundo ele, no ano passado “o déficit operacional aumentou de forma dramática tanto pela redução do superávit primário (que é responsabilidade do Planejamento) como pelo aumento das despesas de juros (que é responsabilidade do Banco Central e, portanto, da Fazenda)”. O trabalho que aqui se apresenta resulta de uma tentativa de sugerir um instrumental de análise macroeconômica que permita uma melhor compreensão destes fatos da vida política em economia.

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